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A atuação de policiais em operações contra o crime organizado envolve riscos constantes e situações extremamente perigosas. Muitas vezes, as consequências desses confrontos ultrapassam o momento da ação e dão início a uma longa batalha pela sobrevivência. Foi isso que aconteceu com o piloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, que morreu neste domingo, dia 17 de maio, após passar meses internado devido aos ferimentos sofridos durante uma operação policial na capital fluminense.
Felipe fazia parte da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), considerada uma das unidades mais estratégicas da Polícia Civil. Em março de 2025, ele participava de uma operação na comunidade da Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando o helicóptero em que estava foi alvo de tiros disparados por criminosos armados com fuzis. Durante o ataque, um dos disparos atingiu a região da testa do policial, provocando graves lesões cranianas e deixando seu estado de saúde extremamente delicado.
O caso gerou grande repercussão na época e mobilizou colegas da corporação, familiares e amigos, que passaram a acompanhar de perto a luta do policial pela recuperação. Desde então, Felipe enfrentava uma rotina intensa de tratamentos, cirurgias e procedimentos médicos complexos.

Recuperação foi marcada por cirurgias e complicações
Após ser baleado, Felipe foi socorrido em estado gravíssimo e levado para uma unidade hospitalar especializada. Durante os meses de internação, o policial precisou passar por diversas neurocirurgias e ficou longos períodos sob cuidados intensivos. Em parte do tratamento, ele permaneceu em coma devido à gravidade dos ferimentos causados pelo disparo.
A recuperação exigiu acompanhamento constante das equipes médicas e também muita força da família, que acompanhou cada etapa do processo. A esposa do policial, Keidna Marques, frequentemente compartilhava mensagens de fé e esperança nas redes sociais, relatando a luta enfrentada dentro dos hospitais e centros de reabilitação.
Depois de mais de sete meses internado, Felipe chegou a apresentar melhora e recebeu alta hospitalar em dezembro. Na sequência, foi encaminhado para um centro de reabilitação, o que renovou a esperança de familiares e amigos. No entanto, novas complicações surgiram ao longo dos meses seguintes.
Segundo informações divulgadas pela família, o policial sofreu problemas relacionados à reconstrução craniana, incluindo hematomas, sangramentos e infecções após uma cirurgia de prótese craniana realizada recentemente. O quadro clínico voltou a se agravar rapidamente, exigindo novos procedimentos cirúrgicos e o uso de medicações intensivas.
Morte do piloto provoca comoção na corporação
Nos últimos dias, o estado de saúde de Felipe piorou significativamente. Apesar dos esforços das equipes médicas, o policial não resistiu às complicações e morreu neste domingo, causando forte emoção entre colegas da Polícia Civil, familiares e amigos.

Diversas homenagens foram publicadas nas redes sociais após a confirmação da morte. Mensagens destacaram a coragem, a dedicação e a trajetória do policial dentro da corporação. Integrantes da Core também lamentaram a perda do companheiro de trabalho, lembrando o comprometimento de Felipe durante os anos de atuação na segurança pública.
Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio de Janeiro manifestou solidariedade à família e ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelo agente. Enquanto isso, as investigações sobre o ataque ao helicóptero continuam. Um suspeito de participação na ação criminosa já foi preso pelas autoridades, mas outros envolvidos seguem sendo procurados pela polícia.
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