A manhã desta segunda-feira (26) foi marcada por forte movimentação policial na Praia Brava, em Florianópolis. A Polícia Civil de Santa Catarina realizou uma operação que incluiu o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a pessoas investigadas no caso que resultou na morte do cão comunitário conhecido como Orelha. A ação chamou a atenção de moradores e frequentadores da região, que acompanharam de perto o trabalho das autoridades.
O episódio, que gerou grande repercussão nas redes sociais e mobilizou entidades de proteção animal, segue sob investigação. O objetivo da operação foi coletar provas que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a responsabilização dos envolvidos.

Operação busca avançar na apuração dos maus-tratos
De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, os mandados foram expedidos após o avanço das investigações e a identificação de indícios considerados relevantes. Os agentes buscaram aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam auxiliar na reconstrução do que aconteceu nos dias que antecederam a morte do animal.
O caso é tratado como suspeita de maus-tratos a animais, crime previsto na legislação brasileira e que pode resultar em pena de reclusão. Além disso, os investigadores apuram a possibilidade de coação de testemunhas, o que teria ocorrido durante o andamento das apurações.
Segundo fontes ligadas à investigação, algumas pessoas teriam sido pressionadas ou orientadas a alterar versões dos fatos, o que motivou uma apuração paralela. Esse tipo de conduta, caso confirmada, pode agravar a situação jurídica dos investigados.
A polícia não divulgou nomes nem detalhes sobre o conteúdo apreendido, destacando que as informações permanecem sob sigilo para não comprometer o andamento do inquérito.
Caso do cão Orelha gerou comoção em Florianópolis
O cão conhecido como Orelha era considerado um animal comunitário, cuidado por moradores e comerciantes da região da Praia Brava. Ele era conhecido por circular livremente pelo bairro, sendo alimentado e acompanhado por diversas pessoas.
Após sua morte, o caso rapidamente ganhou repercussão, provocando indignação entre protetores de animais e moradores locais. Manifestações foram organizadas, e pedidos por justiça passaram a circular nas redes sociais, ampliando a pressão para uma investigação rigorosa.
Entidades de proteção animal passaram a acompanhar o caso, oferecendo apoio às testemunhas e cobrando respostas das autoridades. Para muitos moradores, Orelha simbolizava o cuidado coletivo e a convivência entre comunidade e animais em espaços urbanos.
A repercussão também levantou debates sobre a segurança de animais comunitários e a responsabilidade legal em situações de violência, reforçando a importância da denúncia e da fiscalização.
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Polícia reforça que investigação continua em andamento
A Polícia Civil informou que a operação realizada nesta segunda-feira representa apenas uma das etapas do inquérito. Novas diligências ainda podem ser realizadas, incluindo oitivas de testemunhas, análise de perícias e cruzamento de informações obtidas durante as buscas.
As autoridades ressaltaram que nenhum suspeito foi preso até o momento, mas que todos os envolvidos seguem sendo investigados conforme prevê a lei. A conclusão do inquérito dependerá da análise completa dos materiais recolhidos.
Enquanto isso, o caso segue sendo acompanhado de perto pela comunidade local, que aguarda o desfecho das investigações. Para protetores de animais, a expectativa é que o episódio resulte em responsabilização efetiva e sirva como alerta para coibir novos casos de violência.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima e que a colaboração da população é fundamental para esclarecer crimes dessa natureza.